Você pode e deve denunciar:

  • Intoxicações de povos, populações e trabalhadoras/es por agrotóxicos
  • Pulverização aérea com ocorrência de danos ou em desacordo com as normas técnicas
  • Risco ou impactos a comunidades indígenas, tradicionais ou camponesas
  • Impactos à biodiversidade, meio ambiente, nascentes e mananciais
  • Descarte inadequado de embalagens de agrotóxicos
  • Mortandade de abelhas, insetos e outros animais
  • Transporte e armazenamento irregular de agrotóxicos
  • Uso de agrotóxicos em áreas urbanas e capina química urbana
  • Contrabando e uso de agrotóxicos ilegais
  • Exposição de trabalhadores e trabalhadoras

Desmatamento químico em propriedade rural entre Traipu e Batalha/AL

2025
https://www.gov.br/ibama/pt-br/assuntos/noticias/2025/articulacao-do-ibama-com-municipios-alagoanos-busca-combater-desmatamento-no-estado https://policiacientifica.al.gov.br/noticia/22-rotativas/915-fpi-do-sao-francisco-constata-maior-desmatamento-ja-registrado-durante-as-15-etapas-da-fiscalizacao-em-alagoas

Uma operação da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco flagrou o maior desmatamento da história de Alagoas. A área degradada, situada em uma propriedade rural entre os municípios de Traipu e Batalha, equivale a cerca de 800 campos de futebol no bioma Caatinga. O proprietário, identificado como infrator, recebeu 22 autos de infração e acumula multas milionárias por crimes ambientais.

A ação contou com o suporte da Polícia Científica, que realizou a coleta de perfis genéticos em tampas de recipientes encontrados no local para identificar os responsáveis. Ao todo, foram apreendidas 15 embalagens de agrotóxicos utilizadas na prática de desmatamento químico. As embalagens foram descartadas irregularmente no solo, expondo a fauna e a flora a graves riscos de contaminação. A Equipe Fauna, composta pelo Ibama, Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), também integrou a operação.

Diante da magnitude do dano, os Ministérios Públicos Federal e Estadual (MPF e MPE) devem requerer o bloqueio de bens e outras medidas cautelares para garantir o financiamento de um plano de recuperação da área degradada, que vai muito além da área atingida pelos agrotóxicos. 

Paralelamente, o Ibama articula com a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) o enfrentamento a essa modalidade de crime. Em reunião técnica realizada em 28/07/2025, órgãos como a Emater-AL e prefeituras locais estabeleceram uma força-tarefa interinstitucional voltada à orientação técnica, qualificação da informação ambiental e regularização de pequenos e médios produtores.

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