Você pode e deve denunciar:

  • Intoxicações de povos, populações e trabalhadoras/es por agrotóxicos
  • Pulverização aérea com ocorrência de danos ou em desacordo com as normas técnicas
  • Risco ou impactos a comunidades indígenas, tradicionais ou camponesas
  • Impactos à biodiversidade, meio ambiente, nascentes e mananciais
  • Descarte inadequado de embalagens de agrotóxicos
  • Mortandade de abelhas, insetos e outros animais
  • Transporte e armazenamento irregular de agrotóxicos
  • Uso de agrotóxicos em áreas urbanas e capina química urbana
  • Contrabando e uso de agrotóxicos ilegais
  • Exposição de trabalhadores e trabalhadoras

Intoxicação de trabalhadores rurais por agrotóxicos

Numa plantação de soja em Planaltina trabalhadores sofreram intoxicações por agrotóxicos após o início do trabalho. Os casos foram registrados em dois momentos: março de 2018 e abril de 2018.
Em março, 21 trabalhadores rurais passaram mal após o contato com o agrotóxicos, eles precisaram de atendimento médico por apresentarem sintomas característicos de uma intoxicação aguda. Na primeira intoxicação, os trabalhadores rurais foram atendidos pelo corpo de bombeiros, apresentando desmaios, tosse, falta de ar, ânsia de vômito, oscilação da frequência cardíaca e inchaço nos olhos e faces e levados para um hospital próximo. O Corpo de Bombeiros identificou que o último produto aplicado na lavoura foi o agrotóxico Hero Damec, classificado como “extremamente tóxico”. Conforme os bombeiros, a recomendação é de, no mínimo, 48 horas para fazer manuseio da plantação, após a aplicação do produto.
No mês seguinte, em abril de 2018, na mesma lavoura de soja, o mesmo grupo de trabalhadores rurais se intoxicaram novamente, no entanto, o procedimento da empresa não foi de encaminhar os trabalhadores a uma unidade de saúde. Os trabalhadores começaram a sentir os sintomas às 8h da manhã no local da plantação e somente às 13h foram encaminhados para à sede da empresa para receberem atendimento médico da empresa. O grupo permaneceu na sede da empresa até o período da noite, quando foram mandados embora para casa sem remédios e com alta médica.
Uma trabalhadora relatou que mesmo após ter sido atendida pelo médico da empresa e recebido alta, ainda apresentava sintomas como inchaço, febre, dor no corpo e vômito. Outros 14 trabalhadores que continuaram sentindo os sintomas da intoxicação foram encaminhados para exames clínicos na própria unidade da empresa e liberados, outros dois trabalhadores foram a um hospital e também liberados.
O Ministério Público do Trabalho abriu uma investigação e iniciou processo administrativo para analisar a conduta de três empresas associadas aos casos de intoxicação por agrotóxicos em trabalhadores nas lavouras de soja. O órgão notificou as companhias DuPont do Brasil S. A., a Pioneer Sementes Ltda; uma das empresas do grupo DuPont; e a prestadora de serviços JC Gestão e RH, responsável pela contratação dos trabalhadores, mas as investigações ainda não tiveram início.

2018
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2018/04/11/interna_cidadesdf,672990/trabalhadores-rurais-intoxicados-em-planaltina-passam-mal-novamente.shtml https://agroemdia.com.br/2018/03/14/trabalhadores-rurais-sofrem-intoxicacao-por-agrotoxico-em-lavoura-de-soja-no-df/ https://renastonline.ensp.fiocruz.br/noticias/trabalhadores-rurais-sao-intoxicados-agrotoxico-plantacao-soja-df?page=3

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *