Investigações e laudos técnicos, financiados pelo Ministério Público de Santa Catarina, apontaram o uso inadequado de inseticidas em lavouras de soja como a causa principal da mortandade massiva de colmeias no estado. O destaque recai sobre substâncias como o Fipronil, já proibido em países como Vietnã, Uruguai e África do Sul, após pesquisas comprovarem sua letalidade para polinizadores.
Santa Catarina destaca-se como grande exportador de mel do Brasil, com expressiva produção certificada como orgânica. Por isso, apicultores do Planalto Norte — região onde a vegetação nativa tem sido suprimida por monoculturas de eucalipto e grãos — temem que o incidente comprometa a reputação internacional do produto catarinense. Em janeiro, diversos produtores encontraram seus apiários dizimados.
Entre os dias 22 e 31 de janeiro, a Cidasc coletou amostras de abelhas mortas nos municípios de Major Vieira e Rio Negrinho. As análises, realizadas em um laboratório especializado em Piracicaba (SP), identificaram a presença de três agrotóxicos: o fungicida Trifloxistrobina, o inseticida Triflumuron (ambos da Bayer) e, em concentração predominante, o inseticida Fipronil (introduzido pela Basf). Em nota, as empresas afirmam que seus produtos são seguros ao meio ambiente, desde que aplicados rigorosamente conforme as orientações de bula.
As investigações e laudos técnicos, que contaram com recursos do MP de Santa Catarina, apontaram o uso inadequado de inseticidas em lavouras de soja da região como a principal causa da mortandade massiva das colmeias.