Você pode e deve denunciar:

  • Intoxicações de povos, populações e trabalhadoras/es por agrotóxicos
  • Pulverização aérea com ocorrência de danos ou em desacordo com as normas técnicas
  • Risco ou impactos a comunidades indígenas, tradicionais ou camponesas
  • Impactos à biodiversidade, meio ambiente, nascentes e mananciais
  • Descarte inadequado de embalagens de agrotóxicos
  • Mortandade de abelhas, insetos e outros animais
  • Transporte e armazenamento irregular de agrotóxicos
  • Uso de agrotóxicos em áreas urbanas e capina química urbana
  • Contrabando e uso de agrotóxicos ilegais
  • Exposição de trabalhadores e trabalhadoras

Agrotóxico mata 50 milhões de abelhas em Santa Catarina no período de um mês

2019
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49657447 https://www.canalrural.com.br/economia/brasil-retoma-crescimento-nas-exportacoes-de-mel-apos-dois-anos-de-queda/ https://www.epagri.sc.gov.br/santa-catarina-tem-o-melhor-mel-do-mundo/ https://www.epagri.sc.gov.br/santa-catarina-se-destaca-na-producao-e-exportacao-de-mel/

Investigações e laudos técnicos, financiados pelo Ministério Público de Santa Catarina, apontaram o uso inadequado de inseticidas em lavouras de soja como a causa principal da mortandade massiva de colmeias no estado. O destaque recai sobre substâncias como o Fipronil, já proibido em países como Vietnã, Uruguai e África do Sul, após pesquisas comprovarem sua letalidade para polinizadores.

Santa Catarina destaca-se como grande exportador de mel do Brasil, com expressiva produção certificada como orgânica. Por isso, apicultores do Planalto Norte — região onde a vegetação nativa tem sido suprimida por monoculturas de eucalipto e grãos — temem que o incidente comprometa a reputação internacional do produto catarinense. Em janeiro, diversos produtores encontraram seus apiários dizimados.

Entre os dias 22 e 31 de janeiro, a Cidasc coletou amostras de abelhas mortas nos municípios de Major Vieira e Rio Negrinho. As análises, realizadas em um laboratório especializado em Piracicaba (SP), identificaram a presença de três agrotóxicos: o fungicida Trifloxistrobina, o inseticida Triflumuron (ambos da Bayer) e, em concentração predominante, o inseticida Fipronil (introduzido pela Basf). Em nota, as empresas afirmam que seus produtos são seguros ao meio ambiente, desde que aplicados rigorosamente conforme as orientações de bula.

As investigações e laudos técnicos, que contaram com recursos do MP de Santa Catarina, apontaram o uso inadequado de inseticidas em lavouras de soja da região como a principal causa da mortandade massiva das colmeias. 

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