Você pode e deve denunciar:

  • Intoxicações de povos, populações e trabalhadoras/es por agrotóxicos
  • Pulverização aérea com ocorrência de danos ou em desacordo com as normas técnicas
  • Risco ou impactos a comunidades indígenas, tradicionais ou camponesas
  • Impactos à biodiversidade, meio ambiente, nascentes e mananciais
  • Descarte inadequado de embalagens de agrotóxicos
  • Mortandade de abelhas, insetos e outros animais
  • Transporte e armazenamento irregular de agrotóxicos
  • Uso de agrotóxicos em áreas urbanas e capina química urbana
  • Contrabando e uso de agrotóxicos ilegais
  • Exposição de trabalhadores e trabalhadoras

Contaminação pelo agrotóxico Paraquate em escola rural da comunidade de Boa Vista do São Roque

2018
https://proceedings.science/simbravisa-2019/trabalhos/surto-de-intoxicacao-por-agrotoxico-agricola-paraquate-na-linha-boa-vista-de-sao?lang=pt-br https://reporterbrasil.org.br/2018/12/contaminacao-recorde-por-agrotoxicos-no-parana-atinge-mais-de-50-criancas/

O caso aconteceu em 2018, na comunidade rural de Boa Vista do São Roque, em Espigão Alto do Iguaçu (PR). A área afetada abriga uma unidade escolar, um posto de saúde, um acampamento do MST e diversos sitiantes. Na ocasião, a pulverização terrestre do herbicida Paraquate — classificado como altamente tóxico — em uma lavoura de milho vizinha desrespeitou os limites de distância mínima de segurança.

A pulverização ocorreu por via terrestre, tendo sido aplicada por pulverizador autopropelido, conhecido como gafanhoto. A dispersão do agrotóxico pelo vento criou uma nuvem tóxica que atingiu diretamente a escola, onde crianças brincavam no parquinho, uma funcionária trabalhava na área externa e uma aula de educação física ocorria na quadra da escola. O episódio resultou na intoxicação aguda de 96 pessoas, das quais 52 eram crianças. As vítimas apresentaram sintomas graves, como cefaleia intensa, dores abdominais, tontura e vômitos.

Além do dano à saúde humana, houve prejuízo ambiental e econômico: um agricultor local perdeu 30% de sua safra de milho e teve sua horta interditada pela Vigilância Sanitária. A caixa d’água da comunidade, que estava parcialmente aberta, também foi contaminada; apesar de ter sido lavada, não foram realizados testes laboratoriais para garantir a potabilidade. O caso é acompanhado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) e pela Adapar, que multou o proprietário da área.

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